Zona de Risco

Acidentes, Desastres, Riscos, Ciência e Tecnologia

quarta-feira, junho 12, 2013

Agricultor sofreu acidente; serra encravada no abdômen

Um homem de 56 anos sobreviveu após ter passado duas horas e percorrido cerca de 50 quilômetros com uma serra elétrica cravada no abdômen no Rio Grande do Sul. O caso ocorreu na segunda-feira, 10 de junho, e surpreendeu até mesmo os médicos de um hospital de Santa Rosa, no Noroeste do estado.

CAUSA
O agricultor usava a serra elétrica para cortar lenha no galpão de casa quando sofreu o acidente.

AJUDA
Ele pediu ajuda à esposa FMS, que lembrou de uma lição aprendida nas aulas de primeiros socorros que fez para obter a permissão para dirigir. “Ele queria tirar e eu disse que não, não poderíamos tirar, tínhamos de ir ao hospital”, conta a agricultora.

ATENDIMENTO
O casal deixou a residência em Campina das Missões e, após um primeiro atendimento no município, soube que teria de viajar até o Hospital Vida e Saúde, de Santa Rosa. Segundo Steinmedc, foram duas horas com a serra elétrica presa ao abdome. “Eu tinha fé. Sou forte. Não tinha medo de morrer”, declarou.
Morador do município de Campina das Missões, o agricultor GS precisou viajar até a cidade vizinha e aguardar por uma cirurgia. Já recuperado do procedimento, ele diz que nunca mais pretende passar perto do equipamento. “Nunca mais. Essa eu jurei de pé junto que eu não vou pegar mais. Agora eu vi que é perigoso”, declarou.

TRATAMENTO PRÉ-HOSPITALAR E CIRURGIA
A cirurgia durou outras duas horas e meia. Segundo o cirurgião Maurício Romano, responsável pelo procedimento, o corte causado pela serra elétrica teve 10 cm de profundidade, mas não perfurou nenhum órgão vital. A postura da mulher do agricultor e das enfermeiras que o atenderam ainda em Campina das Missões salvou a  vida dele, diz o médico.
Houve um tratamento pré-hospitalar adequado. A equipe de enfermagem de Campina das Missões não retirou a serra. Se tivesse retirado a serra durante o transporte, poderiam ter tido uma hemorragia da parede abdominal e causado a morte, comentou o cirurgião. 

FALECIMENTO
Morreu na madrugada de sábado, 15 de junho,  na cidade gaúcha de Santa Rosa (a 495 km de Porto Alegre), na região noroeste do Estado, o agricultor GS.
 A cirurgia para retirada do equipamento foi bem-sucedida. Entretanto, devido ao histórico de saúde do agricultor, houve uma piora que o levou à UTI.
Ele morreu às 4h15 depois de um choque séptico (infecção), devido ao infarto mesentérico do intestino. Este problema ocorreu em função de uma arritmia cardíaca na última quarta-feira. O paciente também era hipertenso e transplantado de rim. Fonte: RBS TV-11/06/2013 e UOL Noticias – 15/06/2013

Comentário:Pela foto a máquina não é adequada para corte de madeira.
Principais causas de ocorrência de acidentes:
■Falta de experiência profissional
■Falta de treinamentos
■Uso de máquinas em mau estado de conservação
■Falta de uso de EPI´s

Procedimentos corretos na operação da serra elétrica
Mantenha uma posição segura. Mantenha o apoio e o equilíbrio adequado todas as vezes que utilizar a ferramenta. Isso permite melhor controle da ferramenta em situações inesperadas.
Fixe a peça a ser trabalhada. A peça fixada através de dispositivos de fixação ou uma morsa garante mais segurança do que quando segurada com a mão.
Tome medidas de segurança, se durante o trabalho puderem ser produzidos pós inflamáveis, explosivos, ou nocivos para a saúde. Por exemplo: alguns pós são considerados como cancerígenos. Utilizar uma aspiração de pó/ cavacos e usar uma máscara de proteção contra pó.
Mantenha a área de trabalho sempre limpa. Misturas de material são extremamente perigosos. Pó de madeira leve pode se inflamar ou explodir.
Antes de colocar a ferramenta elétrica sobre qualquer superfície, sempre desligar e aguardar que o disco pare totalmente. O disco de serra pode enroscar e levar à perda de controle sobre a ferramenta elétrica.
Caso o cabo de rede seja danificado ou cortado durante  o trabalho, não tocá-lo. Tirar  imediatamente o plugue da tomada. Jamais utilizar a ferramenta elétrica com um cabo danificado. Cabos danificados elevam o risco de um choque elétrico.
Se o cabo de rede for danificado ou cortado durante o trabalho, não toque nele. Tire  imediatamente o plugue da tomada. Jamais utilizar a máquina com um cabo danificado.
Use equipamentos de proteção individual (EPI)
-Utilizar óculos de proteção e proteção auricular.
-Usar máscara contra pó.
-Utilizar luvas de proteção ao introduzir ou substituir o disco de serra
-Utilize protetores auriculares (nível de pressão sonora 95 dB (A).

A utilização de acessórios, que não sejam apropriados para este tipo de máquina,  aumenta o perigo de acidente e pode danificar a máquina.
As ferramentas elétricas que forem utilizadas ao ar livre devem ser conectadas através de um disjuntor de corrente de segurança.
Perigo: As suas mãos não devem entrar na área de corte nem em contato com o disco de serra. Segurar o punho adicional ou a carcaça do motor com a outra mão.
Se as mãos estiverem segurando a ferramenta, não poderão ser feridas pelo disco de serra.
Não toque na peça a ser trabalhada pelo lado de baixo. A capa de proteção não poderá protegê-lo contra o disco de serra por baixo da peça trabalhada.
Ajuste a profundidade de corte à espessura da peça a ser trabalhada. Deve ultrapassar menos do que a altura de um dente do disco de serra.
Jamais segurar a peça a ser serrada com a mão ou com a perna. Fixe a peça a ser trabalhada numa base firme. É importante fixar bem a peça a ser trabalhada, para minimizar o perigo de contato com o corpo, do travamento do disco de serra ou perda de controle.
Ao executar trabalhos durante os quais podem ser atingidos cabos elétricos ou o próprio cabo de rede deverá sempre segurar a ferramenta elétrica pelas superfícies
do punho isoladas. O contato com um cabo sob tensão também coloca peças de metal da ferramenta elétrica sob tensão e leva o risco de um choque elétrico.
Sempre utilizar um limitador ou um guia paralelo ao serrar longitudinalmente. Isto aumenta a exatidão de corte e reduz a possibilidade de um travamento do disco de serra.
Sempre utilizar discos de serra do tamanho correto e com furo de admissão do disco de corte apropriado (p.ex. em forma circular). Discos de serra não apropriado para as peças de montagem do disco, funcionam desequilibradamente e levam à perda de controle.
Jamais utilizar arruelas planas ou parafusos do disco de serra incorretos ou danificados. As arruelas planas e os parafusos do disco de serra foram especialmente construídos para a sua serra e para uma potência e aperto originais da maquina. segurança de trabalho otimizadas. Utilize somente flanges de encosto e
CAUSAS E PREVENÇÃO DE CONTRA-GOLPES:
– Um contra-golpe é uma reação repentina provocada por um disco de serra travado ou incorretamente alinhado, que leva uma serra elevar-se descontroladamente para fora da
peça que está sendo trabalhada movimentando-se no sentido da pessoa que utiliza a máquina.
– Se a canal de corte se fechar com o disco de corte, este será travado e a força do motor jogará a serra circular no sentido da pessoa que utiliza máquina.
– Se o disco de serra for forçado lateralmente ou incorretamente alinhado no corte, é possível que os dentes do canto posterior do disco de serra trave na superfície da peça que está sendo trabalhada, de modo que o disco de serra se movimente para fora do corte e a serra pule no sentido da pessoa que utiliza a máquina.

Um contra-golpe é consequência de uma utilização incorreta e indevida da serra. Ele pode ser evitado com medidas de segurança apropriadas como descrito a seguir.
Segure a serra firmemente com ambas as mãos e mantenha os braços numa posição firma e segura em que possa suportar as forças de contra-golpe. Sempre mantenha o corpo alinhada a lateral do disco de serra, jamais coloque o disco de serra numa alinhado com o corpo longitudinalmente. No caso de um contra-golpe é possível que a
serra seja jogada para trás, no entanto a pessoa que a utiliza poderá controlar as forças de contra-golpe através de medidas de segurança apropriadas.
Se o disco de serra travar ou se o trabalho for interrompido, deverá desligar a serra e mantê-la parada na peça trabalhada até o disco de serra parar totalmente. Não tente jamais remover a serra da peça trabalhada, nem retirá-la para trás enquanto o disco de serra estiver em movimento, caso contrário poderá ocorrer um contra-golpe. Verifique
e elimine a causa do travamento do disco de serra.
Se desejar recolocar em funcionamento uma serra travada, deverá centrar o disco de serra no canal de corte e verificar se os dentes da serra não estão travados na peça a ser trabalhada. Se o disco de serra estiver travado, poderá movimentar-se para fora da peça trabalhada ou causar um contra-golpe se a serra for religada.
Apoiar placas grandes, para reduzir um risco de contragolpe devido a um disco de serra travado. Placas grandes podem curvar-se devido ao próprio peso. As placas devem
ser apoiadas de ambos os lados, tanto nas proximidades do corte, como nos cantos.
Não utilizar discos de serra danificados. Discos de serra com dentes danificados ou incorretamente alinhados causam um atrito maior, um contra-golpe e travam devido ao
canal de corte justo.
Antes de serrar, deverá apertar os ajustes de profundidade de corte e de ângulo de corte. Se os ajustes forem alterados durante o processo de serrar, é possível que ocorram
travamentos e contra-golpes.
Tenha extremamente cuidado ao efetuar “Cortes de imersão” em paredes (chapas de madeira) existentes ou em outras superfícies, onde não é possível reconhecer o que há
por detrás da parede. Ao imergir, o disco de serra podem ser travados por objetos escondidos e causar um contra-golpe. Fonte: Manual do Fabricante

Marcadores:

segunda-feira, junho 10, 2013

Está chegando a época dos balões

Com a proximidade do inverno e das festas juninas, os balões trazem todos os anos os riscos de incêndios. Grandes estragos podem ocorrer, principalmente, em matas, florestas e nas indústrias que manipulam com material inflamável.
Foto: Balão que caiu ao lado do 4.º Grupamento de Bombeiros da capital
PRESERVAR VIDAS E INSTALAÇÕES INDUSTRIAIS
Nossas empresas têm todo aparato de segurança para evitar incidentes, mas o balão é um evento que não podemos controlar e, se cair, pode causar desdobramentos sérios, diz Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, coordenador do Grupo de Sinergia do Pólo Petroquímico do Grande ABC (que reúne os principais executivos das indústrias do Pólo) e gerente da Unidade Industrial de Mauá da Oxiteno.

BALÕES – RISCOS
Os balões são os únicos riscos externos das empresas do Pólo sofrerem danos (incêndios e explosões), já que, ao caírem acesos em áreas de tanques de armazenamento de combustível, especificamente os grandes balões, compostos de cangalhas com explosivos, podem provocar incêndios ou explosões.
Foto:Os balões são responsáveis por incêndios em casas, empresas e florestas e podem causar acidentes de carro e aviões.

Os balões também podem causar incêndios em casas, indústrias e matas. Na aviação, eles podem derrubar aviões, caso, por exemplo, sejam sugados pelas turbinas, afirma o Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias.

TREINAMENTO DE BRIGADAS ESPECIALIZADAS
Para evitar os riscos, as empresas desenvolvem inúmeras ações preventivas e também possuem brigadas de emergências para atuar em situações de emergência e além de realizarem constantes treinamentos e simulados de combate a incêndio
Segundo Arnaldo Joaquim Ferreira Júnior, as empresas investem anualmente cerca de US$ 1 milhão anuais na prevenção, treinamento e manutenção de equipamentos. "A preocupação com a segurança aqui é primordial e posso garantir que temos profissionais do setor entre os mais renomados do mundo, com diversos cursos e treinamentos no exterior."

BALÕES TOMAM CÉU DO RIO DE JANEIRO NO MÊS DE JUNHO
À noite, o céu se enche de dezenas de balões decorados com esmeros, alguns com até 45 metros de altura, enquanto, durante o dia, as rádios repetem com advertências severas de que soltar balões é ilegal no País e aqueles que o fizerem serão presos.
Fazer e soltar balões de papel durante as festividades religiosas do mês de junho é uma tradição de 300 anos, trazida de Portugal, sendo especialmente popular nos bairros da classe operária. Segundo o calendário, a principal temporada de balões no Brasil sempre começa com a Festa de Santo Antônio, em 13 de junho, e termina com no dia de São Pedro, em 29 de junho.

DESAFIO À LEI
Em 1998, no entanto, o medo de acidentes com aviões, combinado com o crescente número de incêndios florestais atribuídos a balões, motivaram a aprovação de uma lei que torna a fabricação, o transporte e o lançamento deles um crime. De acordo com a legislação, a punição para os infratores pode chegar a até 5 anos de detenção. Desde então, os baloeiros vêm brincando de gato e rato com a polícia.
Antes que a lei fosse aprovada, as autoridades culparam os balões, que são mantidos no ar por mechas de algodão incandescentes embebidas em cera, por metade de todos os incêndios florestais do Rio, uma cidade construída em torno de um parque nacional com 34 quilômetros quadrados. Além disso, a temporada coincide com o mês mais seco do ano.

PERIGOS NO CÉU
O desafio à lei é generalizado, havendo tantos balões no céu durante o mês de junho que os pilotos que aterrissam aqui são rotineiramente avisados sobre eles. O diretor de Segurança da Associação Nacional de Empresas Aéreas, Ronaldo Jenkins, chama os balões de "minas celestiais" e quer mais rigor na ação policial.
O Snea (Sindicato das Empresas Aéreas) afirma que, nos meses de junho e julho, os balões transformam o espaço aéreo em "campo minado".
A entidade pediu atenção redobrada das tripulações, uma vez que a presença de balões não é detectada por radares.
O risco é maior também porque a visualização fica impossível quando os balões estão apagados ou escondidos entre as nuvens. Além disso, nos grandes aeroportos, a navegação é realizada por instrumentos. Ou seja, os pilotos não olham para o exterior da cabine.

Segundo o Snea, há relatos de balões de até 54 metros de altura, carregando cangalhas com fogos e painéis cujo peso total ultrapassa 200 quilos. A colisão com uma ave de três quilos é suficiente para derrubar um avião. O impacto de um balão de 20 quilos com uma aeronave a 150 nós de velocidade (cerca de 277 km/h), usual nas aproximações para pouso, seria da ordem de quatro toneladas. "Com o tráfego aéreo cada vez mais intenso, a probabilidade de acidentes é sempre maior", afirma o coordenador da comissão de segurança do Snea, comandante Ronaldo Jenkins. "Será que vamos esperar que haja uma catástrofe para tomar uma ação apropriada para nos livrar desse problema?", indaga Jenkins. "Na velocidade em que voamos, se nos depararmos com esses balões quando estamos atravessando uma nuvem teremos muito pouco tempo para reagir e sair do caminho."

CLUBES DOS BALOEIROS
Segundo o Snea, as turmas de baloeiros soltam anualmente no Brasil cerca de 100 mil balões.
Existem cerca de mil turmas na Grande SP e outras mil no Rio - cada uma com cerca de 25 integrantes. As duas cidades são responsáveis por 60% do total de balões soltos por grupos organizados. Em terceiro lugar, mas crescendo muito nos últimos anos, está o Paraná, com 15% da produção, segundo o Snea.

PREJUÍZOS
A queda de um balão apresenta riscos para refinarias de petróleo, depósitos de munição e empresas comuns.  Os balões estão sempre descendo sobre casas e danificando telhados ou, então, pousando sobre fios de eletricidade e provocando curtos-circuitos, que requerem que a concessionária de energia elétrica desconecte a linha de serviço em bairros inteiros até que possam ser removidos os balões.

O QUE DIZ A LEI
Crimes Ambientais – lei nº 9.605 – de 12-02-98
Dispõe sobre as sanções penais e  administrativas derivadas de condutas e atividades lesivas ao meio ambiente e dá outras providências.
Art. 42 – Fabricar, vender, transportar ou soltar balões que possam provocar incêndios nas florestas e demais formas de vegetação, em áreas urbanas ou qualquer tipo de assentamento humano:
Pena – detenção de um a três anos ou multa, ou ambas as penas cumulativamente.
Art. 56 – Produzir, processar, embalar, importar, exportar, comercializar, fornecer, transportar, armazenar, guardar, ter em depósito ou usar produto ou substância tóxica, perigosa ou nociva à saúde humana ou ao meio ambiente, em desacordo com as exigências estabelecidas em leis ou nos seus regulamentos:
Pena – reclusão, de um a quatro anos, e multa.

VALOR DA MULTA
Um fabricante de balão deverá pagar R$ 1 mil por unidade apreendida em sua firma. Soltar esses balões que oferecem risco de incendiar áreas urbanas e matas, transportá-los ou vendê-los também terá a mesma punição.

Comentário:
Os principais riscos da queda de balões;
■Incêndios/explosões em refinarias, petroquímicas, principalmente na área de tancagem
■Incêndios florestais ou em matas
■Coloca em riscos a aterrissagem ou decolagem de aviões
■Desencadeiam incêndios em coberturas de galpões ou de fábricas

HISTÓRICO DE ACIDENTES COM BALÕES

Industrias e residências

■Balão cai em casa e assusta moradores na Nova Esperança
Uma casa quase pegou fogo quarta-feira, 9 de outubro de 2002, à tarde na Vila Nova Esperança, Sorocaba-São Paulo, por causa de um balão que caiu no telhado. O incêndio foi combatido pelos bombeiros ainda no princípio, mas os moradores ficaram temerosos, pois sendo um sobrado, o local do fogo era de difícil acesso.
O aposentado Nivaldo Seribelo, residente na casa de número 60 da rua H, disse que o princípio de incêndio aconteceu às 15h15, quando ele e sua família foram alertados por um vizinho de que havia um balão no telhado e que já havia fogo. Assustados com a fumaça e as labaredas no alto do sobrado, os moradores acionaram o Corpo de Bombeiros, que chegou em pouco tempo e conseguiu conter as chamas antes que o fogo se alastrasse.

■Queda de balão causa incêndio em depósito
A queda de um balão sobre o depósito da Colúmbia Comercial Paulista, na Vila Matilde, zona leste, provocou um incêndio de grandes proporções na madrugada de sexta-feira, 7 de junho de 2002. Vinte e nove carros do Corpo de Bombeiros foram deslocados para o local. A operação para acabar com as chamas também contou com ajuda da Defesa Civil e da Prefeitura. O dono da empresa, Paulo Henrique Fidélis, calcula em R$ 800 mil os prejuízos causados pelo fogo, que ainda atingiu uma Kombi e o caminhão de uma transportadora.

■Balão cai na área da Refinaria
A queda de um balão com cerca de quatro metros de altura, no domingo, 5 de agosto de 2001, sobre um tanque de nafta acabada, na ala norte do Setor de Tanques de Armazenagem de Produtos da Petrobras em Cubatão, ostentava uma imensa bandeira são-paulina.
Encontrar balões no período junino tem sido comum, apesar das repetidas mensagens que vêm sendo veiculadas nos meios de comunicação, alertando para o risco de grandes incêndios e, também, para o fato de essa ser uma atividade criminosa.
Embora fora da época junina, os balões continuam sobrevoando a área industrial e a Reserva Florestal da Serra do Mar, sendo a maioria procedente da região do ABC. A refinaria mantém equipes de plantão à noite toda, com receio de que esses artefatos atinjam instalações de fácil combustão em razão do tipo de produto que fabricam e armazenam.  O balão foi encontrado sobre o tanque T-24, às 8h10 de segunda-feira, 6 de agosto, durante a ronda do turno.

■Balões provocam incêndios na área da Refinaria
Apesar dessas advertências veiculadas pela maioria dos órgãos de comunicação, Cubatão continua sendo vítima da prática, proibida por lei, das competições juninas na região do ABC. Arrastados pelos ventos, os balões provenientes de festas realizadas nas cidades daquela região, algumas delas programando competições esportivas, sobrevoam a Serra do Mar e colocam em risco a vegetação da Mata Atlântica e as instalações industriais, obrigando os setores de segurança a colocarem vigias olhando para o céu, nas noites de Santo Antônio, São João e São Pedro.
Dois desses balões caíram no domingo, 25 de agosto de 2000, dentro da Refinaria Presidente Bernardes Cubatão (RPBC, unidade local da Petrobrás). Um balão caiu por volta de 2h30, provocando um incêndio no Morro do Frade, onde fica a Unidade de Gasolina de Aviação (Ugav); e outro, por volta de 9 horas, também de domingo, caiu sobre o sistema de válvulas, rente a um tanque que armazena gasolina.
O incêndio foi debelado pela turma da Superintendência de Segurança e Meio Ambiente (SESEMA), que agiu com presteza, porque nas proximidades ficam os tanques da gasolina de aviação.

Carlos Augusto dos Santos, supervisor do SESEMA, disse que todos os anos aterrisam na refinaria, em média, cinco a seis balões, nesta época.
Todos levam grande perigo para as instalações industriais e a imensa maioria procede da região do ABC, arrastados pelos ventos, projetando-se sobre a RPBC porque a área entre as montanhas formaria, segundo os entendidos, uma espécie de vácuo que atrai os balões. Segundo os bombeiros, como há poucas chuvas nesse período, parte da serra fica com a vegetação muito ressecada e os incêndios provocados pelos balões acontecem com mais facilidades.

■Balão aceso cai em empresa e destrói 44 carros
Um balão aceso foi responsável pela destruição de 44 carros estacionados no pátio da Copasa Salvados e Veículos Ltda., na zona leste de São Paulo. Um dos sócios da empresa, Vinicius Dias Gonçalves, informou que ainda não foi concluído o levantamento dos prejuízos. A Copasa revende veículos batidos.
O balão caiu sobre um dos lotes de carros às 18h30 de domingo, 25 de junho de 2000. "O fogo tomou conta rapidamente dos automóveis, destruindo-os totalmente", disse Gonçalves. O Corpo de Bombeiros enviou ao local seis equipes, num total de 25 soldados, mas pouco pôde fazer, além de evitar que as chamas se alastrassem para os outros 530 veículos e atingissem o imóvel da firma.

■Balão provoca incêndio e destrói aldeia indígena do Rio-92
Um balão de cerca de 20 metros de altura provocou um incêndio que destruiu na madrugada de quarta-feira, 29 de julho de 1992, as três principais Ocas da aldeia Kari-Oca, instalada na Colônia Juliano Moreira, em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio, e que abrigou cerca de 600 lideranças indígenas durante a Rio-92. Minutos antes do fogo destruir as três Ocas, cerca de 100 pessoas integrantes da turma de baloeiros "Boca de Ouro", invadiram a aldeia para tentar salvar o balão que acabou destruído.
O incêndio durou pouco mais de 15 minutos e os bombeiros só chegaram à aldeia, meia hora depois, quando as três Ocas já tinham sido destruídas pelo fogo. Não houve feridos.

MATAS E FLORESTAS

■Balão cai no Jaraguá e queima parte da mata
A queda de um balão destruiu uma pequena parte da mata do Pico do Jaraguá, na zona oeste de São Paulo. Seis equipes do Corpo de Bombeiros foram ao local para combater o fogo, mas não souberam informar a extensão do incêndio. O fogo começou às 8h30, de segunda-feira, 3 de junho de 2002. Um helicóptero da Polícia Militar sobrevoou a área para ajudar os bombeiros e não localizou outros focos de incêndio. De acordo com a polícia, o fogo não fez nenhuma vítima.

■Incêndio no Parque Nacional da Tijuca
No Rio, o Parque Nacional da Tijuca, que abriga grande parte da maior floresta urbana do mundo, perdeu 15 hectares de área nos últimos cinco dias, junho de 2000, em incêndio provocado por balões. O fogo resiste em dois pontos, mesmo com o trabalho incessante de 120 bombeiros.
Foi o pior desastre no local nos últimos 20 anos. O calor, a baixa umidade relativa do ar e as condições da vegetação estão contribuindo para a disseminação das chamas.
O Corpo de Bombeiros prevê mais problemas na semana de "São Pedro”, mais balões devem cair nas matas, disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major Fábio Meirelles.

■Balão incendeia Pão de Açúcar
Um incêndio provocado por um balão consumia à noite, 17 de junho de 1992, grande parte da vegetação da encosta do Pão de Açúcar, um dos símbolos da cidade do Rio de Janeiro.
O fogo começou às 18h45m, ao lado da avenida São Sebastião, no bairro da Urca, zona sul da cidade. Os irmãos Gabriel e Francisco Mesquita dos Santos, de 16 anos e 14 anos, viram quando um balão de cerca de dois metros de comprimento caiu na encosta, dando início ao incêndio.
Vinte bombeiros do quartel de Humaitá, comandados pelo capitão Abagliato, estavam com dificuldades de combater o fogo, já que altura do local do incêndio impedia a chegada de água. Os soldados estavam abrindo trilhas na mata para isolar a área incendiada. Por volta das 20h, um contingente de bombeiros preparava-se para subir o morro no bondinho do Pão de Açúcar e tentar combater o fogo de cima.

■Balão no Parque do Carmo
Na capital paulista, o fogo voltou a atingir a Área de Proteção Ambiental, que abriga o Parque do Carmo, na zona leste. Segundo o Corpo de Bombeiros, um balão causou o incêndio durante a madrugada de quinta-feira, 17 de outubro de 2002..

■Incêndio destrói mata de empresa em perus
Um incêndio de grandes proporções destruiu no sábado, 4 de setembro de 1999, parte da reserva florestal da indústria de papel Melhoramentos em Perus, na divisa de São Paulo com o município de Caieiras. Segundo moradores, a causa teria sido um balão, que caiu na área por volta de 15h30. Carros do Corpo de Bombeiros de São Paulo e de Guarulhos tiveram problemas para chegar ao local, de difícil acesso. Até as 20h30, o fogo não tinha sido controlado.

■Queda de balão causa incêndio em parque
A queda de um balão causou um incêndio, no domingo, 19 de maio de 2002, no Parque Estadual da Serra da Tiririca, área de preservação ambiental localizada entre Niterói e Maricá. O fogo começou por volta de 1 hora e durou mais de 12 horas. Segundo os bombeiros, o acidente destruiu a vegetação de uma área de cerca de 1 quilômetro quadrado. O trabalho dos bombeiros começou durante a madrugada.
Cinco homens do grupamento de Niterói foram enviados ao local, mas não tiveram sucesso. Eles tiveram de pedir ajuda ao grupamento de Maricá. Outros dez homens e um helicóptero foram enviados para o parque, mas só por volta das 14h30 o incêndio foi contido.

■Queimadas provocadas por balões
De acordo com o Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, os balões são responsáveis por cerca de 35% dos incêndios  ocorridos nos meses mais secos do ano. Em agosto de 2001, balões que caíram no Morro do Pica-Pau, no Itanhangá, causaram a destruição de 40 mil metros quadrados de mata. Em 2000, em julho, quatro hectares de Mata Atlântica foram queimadas na Serra da Tiririca, em Niterói, e no Morro Dois Irmãos no Rio.
Em junho de 2000, a combinação de balões e estiagem fez com que os bombeiros registrassem mais de mil saídas para combater incêndios na mata, quatro vezes mais do que a média em anos anteriores. As chamas atingiram lugares como a Pedra da Gávea e a Floresta da Tijuca. No Maciço da Pedra Branca, na zona oeste, o fogo consumiu mais de 30.000 metros quadrados de vegetação.
Em maio de 1999, o Parque Florestal Morro da Saudade, na Fonte de Saudade, foi parcialmente destruído por um incêndio provocado por um balão.

■Balões destroem 100 hectares de floresta
Pelo menos 100 hectares de floresta foram destruídos pelo fogo provocado por queda de balões, nos últimos dias, em todo o Estado do Rio de Janeiro. Na sexta-feira, 30 de junho de 2000, os bombeiros lutaram durante todo o dia para apagar 86 focos de incêndio. A região mais atingida foi a Floresta da Tijuca - o fogo tomou conta da Pedra da Gávea, Pico do Papagaio e Cocanha, locais de difícil acesso, e consumiu 35 hectares de mata.

O vento forte impediu a aproximação do helicóptero que levaria água para apagar as chamas. Também havia focos de incêndio no Parque Estadual da Tiririca, em Niterói, no Maciço da Pedra Branca, na zona oeste do Rio, e na Reserva Biológica de Poço das Antas, em Silva Jardim.
O aumento na ocorrência de queimadas foi provocado pelo prolongado período de estiagem combinado com a baixa umidade relativa do ar (29%) durante o mês de junho - no mesmo período de 1999, esse índice foi de 80%.
Esses dois fatores foram responsáveis por 1.117 focos de incêndio registrados nos últimos 30 dias. Praticamente o mesmo número de ocorrências dos cinco primeiros meses do ano: 1.066. Em junho de 1999, os bombeiros foram chamados apenas 166 vezes para apagar fogo na mata.

"Os focos começam à noite, quando os balões são soltos, mas o fogo só se torna visível de manhã, quando as chamas estão praticamente incontroláveis", disse o subcomandante do Grupamento Florestal, major Fábio Meireles. Desde o início do ano, o Estado perdeu 820 hectares de mata em incêndios provocados por balão.

■Dono de balões é multado em R$ 2,7 milhões
Uma blitz realizada a tarde, 12 de junho de 2002, pelo Ibama e pela Delegacia de Polícia Ambiental apreendeu num bazar da Vila Maria, zona norte, 2.768 balões, alguns deles com até seis metros de altura. Os balões estavam à venda, atividade considerada ilegal pela Lei de Crimes Ambientais. O proprietário do Lero-Lero Bazar Armarinhos Ltda, Silvio Santoro, de 52 anos, foi detido, mas liberado logo depois com o pagamento de uma fiança de R$ 500.
O flagrante porém lhe custará bem mais: Santoro foi multado em R$ 2.768.000,00, resultante da multa aplicada de R$ 1.000 por unidade de balão apreendida (2.768), valor mínimo estipulado pela lei. A blitz fez parte de uma operação conjunta que o Ibama e a polícia ambiental que promovem no Estado em junho. Fonte: Fonte: Gazeta Mercantil  e O Estado de São Paulo

Queda de balão no aeroporto de Guarulhos

Queda de balão queima cinco carretas em Guarulhos (SP)

Marcadores:

segunda-feira, junho 03, 2013

Acidentes graves com pedestres com fones de ouvido

Número de acidentes graves com pedestres com fones de ouvido triplicou em seis anos
A distração gerada pela música e a incapacidade de ouvir sons exteriores geram risco

Aparelhos de MP3 são um risco à audição, alertam especialistas  Fones de ouvido de players de MP3 podem atrapalhar marca-passos  Dicas para usar fones de ouvido de forma correta e não prejudicar a audição  O número de acidentes graves com pedestres que andam com fones de ouvido (iPod, MP3, entre outros) triplicou em seis anos, informou um estudo feito nos EUA e publicado em uma revista especializada Injury Prevention, do grupo British Medical Journals.

As vítimas são principalmente adolescentes e jovens adultos.

A maioria dos incidentes acontece em zonas urbanas e apenas um caso em cada dez ocorre em área rural, de acordo com estudo realizado entre janeiro de 2004 e junho de 2011.

A idade média das vítimas é de 21 anos. Entre elas, um pouco mais da metade (55%) foram atingidas por trens. Dois terços (68%) são do sexo masculino e 67% tinha menos de 30 anos.

Durante este período, 116 casos foram registrados no total. Em 2004 e 2005 foram 16 casos, já em 2010 e 2011 este número subiu para 47.

Das 116 colisões, 81 (70%) foram mortais. Em três quartos dos casos, testemunhas relataram que a vítima usava fones de ouvido no momento do acidente.

Em 29% dos casos, buzinas ou sirenes de alarmes foram acionadas antes do pedestre ser atingido.

Para os pesquisadores, a distração do pedestre absorvido pela música, além da incapacidade de ouvir os sons exteriores, é provavelmente a causa dos acidentes.

Escutar música também reduz as fontes cerebrais que captam os estímulos externos, reduzindo a atenção visual a tal ponto que as pessoas ficam cegas ao que se passa no entorno, afirmou a equipe do Dr. Richard Lichenstein como hipótese.

"Os riscos pela utilização de aparelhos por condutores já foi bem documentado", escreveram. "Mas, sabemos pouco sobre a associação entre a utilização de fones e os acidentes com pedestres", acrescentaram. Fonte: UOL Ciência e Saúde - 17/01/2012  

Comentário:
Dicas para usar fones de ouvido de forma correta e não prejudicar a audição
Audição saudável - “O usuário deve conseguir escutar as pessoas ao seu redor, mesmo com o fone”.   De acordo com a fonoaudióloga Talita Donini, “pesquisas alertam que pessoas com menos de 30 anos têm apresentado problemas auditivos antes mesmo dos seus pais e avós”.

Um dos maiores vilões dos ouvidos são justamente os fones, porque o volume está sempre acima do ideal. “O usuário deve conseguir escutar as pessoas ao seu redor, mesmo com o fone”, diz Talita. Podemos ficar expostos a um som de 85 dB (decibéis), volume equivalente ao barulho do trânsito de uma avenida movimentada, por até 8 horas. Porém, é comum ultrapassarmos este nível. “Um show costuma emitir 100 dB e um aparelho MP3 chega a até 120 dB”, conta a fonoaudióloga.

Há outros fatores prejudiciais presentes no cotidiano como a exposição ao barulho de obras, ao som do carro, celulares e os ruídos constantes de quem vive em grandes cidades. “Como estamos cada vez mais conectados, a audição está recebendo estímulo o tempo todo, o que pode ser nocivo se não estivermos atentos a alguns cuidados”, explica.

PERDA AUDITIVA
Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), no mundo, hoje, há pelo menos 800 milhões de pessoas com alguma perda auditiva e esse número deve crescer para 1,1 bilhão até 2015. A surdez é uma das três deficiências mais comuns no Brasil, atingindo quase 6 milhões de pessoas. A fonoaudióloga alerta: “Por ser um problema silencioso, as pessoas levam em média sete anos entre detectar a perda auditiva e o início do tratamento”.

Confira alguns cuidados com os fones de ouvido para manter a saúde auditiva em dia:
■Regule o volume do fone na escala intermediária (se for de 0 a 10, o ideal é 5);
■Guarde os fones em uma embalagem, para não acumular sujeira, o que pode gerar contaminação;
■Respeitar intervalos de repouso sonoro, de preferência de uma a duas horas por dia;
■No carro, feche as janelas para que o som do rádio não compita com o barulho de fora;
■Se usar o fone em um ouvido só, alterne para não sobrecarregar apenas um lado;
■Lembre-se que diminuir o volume às vezes pode ser bom. Quando ouvimos uma música que gostamos, nossa tendência natural é aumentar o som. O ouvido facilmente se habitua à nova sensação e esquecemos que o nível de pressão sonora mudou;
■Ao tirar o fone, caso sinta abafamento, zumbido (chiado, apito ou qualquer outra sensação sonora) ou dor, cuidado: são sinais de superestimulação;
■Se puder fazer uma opção, dê preferência ao uso dos modelos supra-aurais. Tomando cuidado para não ultrapassar os limites sonoros, esses modelos tendem a ser menos nocivos que o fone de inserção;
Em caso de sintomas como zumbido ou ouvido tapado, consulte um médico otorrinolaringologista para avaliar sua audição. “Todos deveriam fazer o exame de audiometria pelo menos uma vez ao ano por prevenção”, finaliza Talita Donini. Fonte: UOL – Janeiro de 2012

ALGUNS ACIDENTES NO BRASIL
1-Pedestre com fone de ouvido é atropelado em Brasília
Um atropelamento no Eixão Sul, em Brasília, deixou o trânsito congestionado no sentido rodoviária no final da tarde de quinta-feira, 23 de maio de 2013.
O motorista disse que estava na velocidade permitida da via (80 km por hora) e que a vítima atravessava o Eixão com fones de ouvido. A menos de 150 metros do local do acidente há uma passagem subterrânea, na estação do metrô da 112 Sul. A vítima foi levada consciente pelos bombeiros ao Hospital de Base
2-Biarticulado atropela mulher distraída que usava fones de ouvidos
Uma mulher de 20 anos que estava distraída com fones de ouvido foi atropelada por um biarticulado na manhã de quarta-feira,  5 de setembro de 2012, em Curitiba. O acidente ocorreu com um veículo da linha Pinheirinho/Rui Barbosa, na avenida Sete de Setembro. A vítima atendida pelo Siate teve ferimentos de gravidade média.
O atropelamento ocorreu em frente à Praça Oswaldo Cruz. Os cerca de cem passageiros que estavam no coletivo não sofreram ferimentos, apesar da parada brusca. A jovem foi encaminhada ao Hospital Evangélico sem risco de morte..
3-Cientista morre atropelado, usava fone de ouvido
Morreu na noite de  quarta-feira, 14 de março de 2012, César Ades, professor da Universidade de São Paulo, vítima de um atropelamento na semana passada, informou a assessoria de imprensa da USP.  Ele estava passeando e cruzou a avenida  Brigadeiro Luís Antônio, fora da faixa e do sinal e ainda com fone de ouvido.

Marcadores: , , ,

segunda-feira, maio 27, 2013

Explosão em usina de álcool no interior de São Paulo

Uma explosão ocorreu na tarde de segunda-feira, 6 de dezembro de 2004,  na usina Vale do Rosário, em Morro Agudo (382 km a norte de São Paulo).
O acidente ocorreu por volta das 14h , quando o fundo da caixa do sistema de pré-evaporação se rompeu, provocando o vazamento de cerca de 500 litros de caldo com temperatura aproximada de 120o C. A caixa fica localizada a cerca de três metros do chão.
Com o rompimento da caixa de pré-evaporação, o líquido e o vapor saíram com muita pressão, foi lançado longe atingindo funcionários que trabalhavam na fábrica e uma parte invadiu uma sala de um prédio próximo (distante 200 m), onde estavam 19 funcionários entre diretores e gerentes da usina para uma reunião realizada semanalmente. A explosão não provocou incêndio.

CAUSAS PROVÁVEIS
■Ocorreu um pico de pressão, que superou as duas válvulas de segurança existentes
■Fadiga de material é uma das hipóteses apontadas pela direção da usina Vale do Rosário.

VÍTIMAS
Cerca de 52 funcionários sofreram ferimentos devido à explosão, sendo 30 de natureza leve, quase todas atendidas no próprio ambulatório da usina.

BALANÇO DAS VÍTIMAS
22 funcionários foram encaminhados aos hospitais da região.
10 funcionários foram atendidos e liberados.
12 funcionários em estado grave foram internados, sendo 9 em Ribeirão Preto, 01 em Orlândia , 01 em Catanduva e 01 em Bauru.

VÍTIMAS FATAIS
01 funcionário, operador de caldeira, no local do acidente
10 funcionários morreram no decorrer da hospitalização, sendo dois diretores.

INTERNAMENTO
Em 11 de fevereiro de 2005,  o funcionário da usina, Ronaldo Quirino Costa, teve alta do Hospital de Clínicas de Ribeirão Preto. Ele teve 21% do corpo queimado, passou por diversas cirurgias para reconstituição da pele. Continua ainda internado um funcionário, sem data prevista de alta.

CORPOS DE BOMBEIROS
Equipes do Corpo de Bombeiros de Franca, Ribeirão Preto e Orlândia se deslocaram para o local do acidente.

COMUNICADO DA USINA
A direção da usina negou que tenha ocorrido falhas na manutenção. Em entrevista coletiva, os diretores Eduardo Junqueira e Ricardo Prado explicaram que as manutenções acontecem semanalmente em peças específicas como na que ocorreu o acidente. "Anualmente, toda a usina é desmontada para uma manutenção geral, como ocorre em todas as outras usinas. A fatalidade pertence a ela mesma", disse Eduardo Junqueira. Este foi o primeiro acidente com vítima fatal ocorrido na Vale do Rosário.

A direção da empresa disse que só na safra passada investiu mais de R$ 12 milhões em manutenção. “Estamos enquadrados em todos os tipos de prevenção de acidentes com a Cipa (Comissão interna de prevenção de acidentes). Temos a ISO 9000 e vivemos cercados de cuidados, mas, como o próprio nome diz, acidente é uma coisa totalmente imprevisível”, lamentou um dos diretores da usina, em entrevista coletiva após o acidente.

INQUÉRITO E PERÍCIA
O acidente está sendo avaliado por peritos da cidade de Ituverava, que foram à usina e devem se reunir com membros do Instituto de Criminalística do Estado de São Paulo. A Polícia Civil abriu o inquérito para apurar o acidente.

LAUDO DO IC SOBRE ACIDENTE EM USINA NÃO FOI CONCLUSIVO
O Laudo do Instituto de Criminalística, julho de 2005,  indicou  que uma sobrecarga em um dos equipamentos da Usina Vale do Rosário, em Morro Agudo, foi a causa do acidente.Mas a polícia considera o laudo do IC insuficiente para concluir o inquérito.

EMPRESA; VALE DO ROSÁRIO
A usina Vale do Rosário é uma das maiores do país e produz açúcar, álcool, energia, ração animal e outros produtos. Ela foi fundada em 1964 e fica localizada na Fazenda Invernada, em Morro Agudo. Atualmente tem mais de 700 funcionários e uma área plantada de 80 mil hectares de cana.
A produção atual  atinge   153 milhões de litros de álcool hidratado e 74 milhões de litros de álcool anidro. Além disso, a companhia produz energia elétrica e outros subprodutos.

A sua grande estrutura conta também com a Nova Aliança Agrícola e Comercial Ltda, uma das mais significativas da área. Fundada em 1978, a empresa tem como objetivo a produção de mudas selecionadas de cana-de-açúcar.
Utilizando novas tecnologias no campo das variedades da cana, a companhia segue sua missão: a de produzir matéria-prima de alta qualidade. A empresa tem como perspectiva colher cerca de 80% da cana da Usina Vale do Rosário mecanicamente, o que deve equivaler a 4 milhões de toneladas. A companhia vem investindo em tecnologia de ponta no setor de transporte, através de logística e o uso de técnicas e equipamentos modernos, como o transbordo e rodotrens.

Fontes: Cosmo Online, Folha de São Paulo, O Estado de São Paulo, Comercio da Franca, Jornal de Araraquara, no período de 07 de dezembro de 2004 a 12 de fevereiro de 2005

Comentários:

PRÉ-EVAPORAÇÃO
Na pré-evaporação o caldo é aquecido a 115ºC, (1,7 kgf/cm2) evapora água e é concentrado a 20ºBrix. Este aquecimento favorece a fermentação por fazer uma "esterilização" das bactérias e leveduras selvagens que concorreriam com a levedura do processo de fermentação.

Incrustação na tubulação
A  incrustação  no  sistema  de  evaporação em usina de álcool tem  origem  nos  sais  que  se  encontram  no  caldo  de  cana.  Inicialmente  esses  sais  estão  solúveis  no  caldo,  porém  devido  à  elevação  da  temperatura  e  da  concentração  durante  a  evaporação  o limite  de solubilidade  desses sais  é  excedido,  iniciando  uma  formação  cristalina  que  tende  a  se  depositar  nas  paredes  dos  tubos formando  a  incrustação.


Em acidente não existe a fatalidade, como alguns profissionais divulgam, mas uma somatória de fatores não previstos ou falhas ocultas que os responsáveis não percebem devido à falta de visão global do problema, criando assim uma “sensação de segurança”. Num dado momento esses eventos independentes convergem e se somam para provocar o acidente. 

Marcadores:

quinta-feira, maio 23, 2013

Armazenamento de paletes vazios

Os paletes costumam ser arrumados, quando vazios, em pilhas de altura variável. Este tipo de arrumação, onde existem espaços entre as pilhas e entre os paletes empilhados, favorece a propagação de um eventual incêndio  em todas as direções, cujo combate se torna muito difícil.

 Foto: – Incêndio em paletes na área externa
Os pequenos e poucos espaços livres entre os paletes contribuem para agravar esta situação, dificultando ou impossibilitando o acesso às zonas afetadas.
Na seqüência de testes realizados por laboratórios de ensaios de fogo, verificou-se que o método  mais eficaz de proteger um depósito de pilhas altas de paletes é descarregando água em grande quantidade, tanto na área afetada como nas adjacentes.

Este método é difícil de ser executado por meios manuais de extinção (mangueiras, etc) e, mesmo com um sistema de "sprinklers", exige um dimensionamento especial para produzir uma grande densidade de descarga de água sobre uma grande área.

As características de incêndios em depósitos de paletes de plástico são as mesmas dos depósitos de paletes de madeira, apresentando, no primeiro caso, uma situação ainda mais crítica, já que a propagação é mais rápida, a quantidade de calor liberado é maior (são atingidas temperaturas da ordem dos 6000 C, no teto) e a área ocupada pelo fogo é maior, devido à combustibilidade do plástico fundido que se espalha pelo piso.

1 – LOCALIZAÇÃO DO DEPÓSITO

 Figura 1 – Localização, por ordem de preferência dos depósitos de paletes


A primeira norma de proteção contra os riscos inerentes a um armazenamento de paletes, consiste na escolha adequada da localização do mesmo. Todos os sistemas de proteção  adicionais dependerão desta escolha.

A Figura 1 representa, por ordem de preferência, os possíveis locais para armazenamento de paletes vazios.

1-Armazenamento localizado no pátio, sujeito à intempéries ou sob cobertura. Neste caso, a distância mínima de segurança ao edifício mais próximo será em função do número de paletes armazenados e da construção da parede exposta do edifício. Essas distâncias são dadas na Tabela 1. Em circunstância alguma a altura das pilhas de paletes deve ser superior à altura do edifício.
2-Em depósito fechado, de construção simples, afastado pelo menos 6 metros de outros edifícios.
3-Numa área isolada. situada na parte externa, mas com uma parede comum ao edifício.
4-Numa área isolada, situada no interior do edifício, mas com uma parede exterior comum ao mesmo.
5-Numa sala isolada, situada em qualquer zona interior do edifício. Devido à severidade do incêndio em paletes de plástico, esta solução não é recomendada para o armazenamento deste tipo de paletes.
 2 – ASPECTOS CONSTRUTIVOS
Em certos casos, não será possível fazer o armazenamento dos paletes no pátio, portanto, será necessário escolher uma das soluções de 3 a 5. Nestas condições, devem ser levados em consideração os aspectos construtivos descritos a seguir.

a)   Isolamentos.
Os compartimentos de armazenamento de­vem ser completamente fechados e isolados. Os elementos construtivos, tanto das paredes co­mo das portas, devem ter resistência ao fogo, no mínimo 2 horas. As portas.devem ser de fechamento automático e permanecer em posição normalmente fechada. No caso de serem armazenados paletes de plástico, é recomendável que a área do recinto não seja superior a 100 m2.

b) Proteção de estruturas metálicas.
Foto:– Incêndio em paletes na área externa

As vigas ou pilares metálicos adjacentes ou interiores ao recinto de armazenamento devem ser protegi­dos com isolamento que lhes proporcione resistência ao fogo, pelo menos, 2 horas . O revestimento deverá ser inspecionado periodicamente para verificar se não se encontra danificado e se continua em condições de assegurar a proteção adequada. Uma alternativa a este isolamento será a instalação de sistemas de "sprinklers" no teto e na parede, apontados para as estruturas metálicas e colocados de 0,5 a 1 metro acima das pilhas de paletes.

Nos casos 4 e 5 mencionados anteriormente, as estruturas do teto (vigas, suportes, etc) devem ser protegidas quando a altura das pilhas de paletes de madeira for superior a 2,40 m, e em qualquer  altura, se forem de plástico.
No caso de paletes de madeira, esta proteção pode ser feita com revestimento retardante ao fogo ou com a instalação de "sprinklers" no teto.

Tabela 1 – Distância  mínima do local de armazenamento de paletes vazios, em relação à edificação

Parede exposta do edifício
Distancia mínima em “m”, da parede
Menos de 50 paletes
De 50 a 200 paletes
Mais de 200 paletes
Alvenaria
Sem janelas
0
0
0
Alvenaria
Com janelas
3
6
9
Alvenaria
Com janelas com vidro aramado e sistema de sprinklers
0
3
6
Metálica com isolamento incombustível
Sem janelas
3
6
9
Metálica com isolamento incombustível
Com janelas
6
9
15
Metálica com isolamento incombustível
Com janelas com vidro aramado e sistema de sprinklers
3
6
12
Metálica com isolamento combustível
Com ou sem janelas
6
9
15

O sistema de "sprinklers" colocado no teto dará boa proteção  à estrutura metálica, se obedecer a quaisquer das duas condições:

■dispor de bicos de sprinklers com diâmetros de saída de 15 mm, sendo a área coberta por cada bico inferior a 9 me a pressão mínima , por bico, de 1,72 kg/cm2;
■dispor de bicos de sprinklers com diâmetros de saída de 13 mm, mas com uma área coberta máxima de 4,65 m2 por bico.

No caso de armazenamento de paletes de plástico, o processo mais fácil para proteger a estrutura é a aplicação de revestimento retardante ao fogo.

c) Saída de fumaça.
É recomendável a instalação de sistema de ventilação mecânica que permitam a saída de fumaça de calor, em caso de incendio em depósitos de paletes.

Estes dispositivos deverão ser, entretanto, de acionamento manual. Só no caso 4, já citado, e quando se tratarem de paletes de plástico será permitido o acionamento automático. Neste caso, as dimensões das aberturas de saída deverão ser de 0,1 m2 de área de exaustão por cada 2,5 m2 de área de armazena­mento.

3 – PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS

Tabela II – Valores de projeto para sistema de “sprinklers”em depósitos  internos
Tipo de paletes
Altura da pilha (m)
Densidade
(mm/min)
Área de cobertura
(m2) *

Até 1,80
8
186
De 1,80 a 2,40
12
232
De 2,40 a 3,70
24
325
De 3,70 a 6,10
24
418
Plástico
Até 2,40
24
418
Obs: * sprinklers com ampolas que atuam na temperatura de 141o C

Qualquer que seja a localização do depósito de paletes, será necessária uma proteção mínima  com extintores e sistema de hidrantes externos.

No interior da área de armazenamento devem ser instalados extintores para fogo de classe A, estrategicamente distribuídos.
Deve-se dispor ainda, de uma rede de hidrantes externos. A demanda de água para este sistema será no mínimo de 1.893 l/min durante duas horas.

A proteção por sprinklers  é a mais confiável  e a de maior eficácia para combater incêndios em depósitos de paletes  dos tipos 3, 4 e 5, citados anterior­mente.

O fator que determina a escolha e disposição dos componentes do sistema de "sprinklers" é a altura do depósito. E este valor que determina a densidade de fornecimento de água e a área de cobertura dos "sprinklers". Estes parâmetros estão especificados na Tabela II.

Como já foi dito anteriormente, quando a altura das pilhas de paletes exceder 2,4 metros, será necessário proteger a estrutura metálica do depósito.

A instalação de um sistema de "sprinklers" não elimina a necessidade de se dispor de meios manuais de combate a incêndios, como extintores e sistema de hidrantes.

Para o dimensionamento de uma fonte de alimentação de todos os sistemas de proteção contra incêndios, deve ser calculada a demanda de água dos "sprinklers", segundo os dados da tabela II, sendo acrescentada a demanda de água para os hidrantes, com previsão de 1.893 l/min, durante  2 horas.

Em função do alto risco de perigo apresentado pelos depósitos de paletes, deverão ser seguidas as medidas preventivas normais recomendadas para as áreas de armazenamento. Essas medidas são;
■proibição de fumar,
■estabelecimento de autorização para trabalhos de corte e solda
■uso de equipamento elétrico adequadamente instalado e mantido
■separação das pilhas de paletes das paredes do edifício,
■inspeção periódica do bom estado e acesso aos meios de combate a incêndios, etc.

4 – PALETES EM ZONAS DE PRODUÇÃO
É freqüente a presença de pilhas de paletes vazios em áreas de produção. A necessidade de colocar os produtos intermediários ou acabados em paletes causa essas acumulações. Este fato, embora completamente lógico do ponto de vista operacional para a produção, pode ter resultados desastrosos no caso de se deflagrar um incendio sem que tenham sido adotadas normas mínimas de segurança e proteção.

Os requisitos para proteção de armazenamentos ou pilhas de paletes vazios são, normalmente, mais rigorosos que os exigidos para os riscos comuns existentes nas fabricas.

Por isso, uma área da fabrica cuja proteção  está  de acordo com a ocupação e a utilização que dela normalmente se faz, pode ficar completamente exposta perante um incendio que afete uma pilha de paletes, já que os meios de proteção da área não estão dimensionados para essa finalidade.

Em conseqüência das razoes expostas devem ser consideradas as seguintes normas gerais de proteção para o armazenamento de paletes em áreas de produção:
■as quantidades de paletes em áreas de produção devem ser reduzidas ao mínimo  necessário ao funcionamento normal da fabrica;
■como norma geral, a altura máxima recomendada para as pilhas de paletes é de 1,80 m; considera-se que o combate a incêndios com estas características (em pilhas de paletes), não  difere muito numa área de produção normal, por isso, se área de produção está bem protegida, os meios de proteção deverão ser suficientes para debelar um eventual incêndio  nos paletes;
■caso seja necessário fazer várias pilhas de paletes, é aconselhável que sejam mais afastadas possíveis uma das outras, deve-se evitar, a todo custo, o acúmulo excessivo de paletes numa mesma área;
■no caso de existir um sistema de "sprinklers", devem ser analisadas as características da instalação existente, em especial no que se refere aos parâmetros de densidade de descarga e área de cobertura e, a partir deles, determinar a altura máxima admissível para as pilhas de paletes.
Fonte: Instrucciones Técnicas Itsemap de Protección contra Incêndios – Fundación Mapfre e NFPA – National Fire Protection Associationincendio

Vídeo:

Empilhamento de paletes em área externa de forma desordenada  facilitando a propagação do incêndio.


Comentário: 

Recomendações práticas sobre armazenamento de mercadorias
  
CUIDADOS NO ARMAZENAMENTO - EMBALAGENS
■Não armazenar embalagens abertas, danificadas ou com vazamento.
■As embalagens devem ser armazenadas sobre paletes para evitar o contato direto com o piso do depósito.
■As embalagens contendo produtos líquidos devem ser armazenadas com a tampa voltada para cima.
■As embalagens devem ser dispostas de tal forma que as pilhas fiquem afastadas das paredes (50 cm) e do teto (1 metro).
■As embalagens devem ser dispostas de tal forma a proporcionar melhores condições de aeração do sistema e permitir facilidade de manuseio e/ou movimentação do conjunto.
■As embalagens devem ser dispostas de tal forma, que na mesma pilha haja somente embalagens iguais e do mesmo produto.
■As embalagens de formato retangular devem ser empilhadas com apoios cruzados, o que assegura uma auto-amarração do conjunto, bem como uma maior resistência do mesmo.
■Deve ser efetuado um controle permanente das datas de validade dos produtos, para evitar o vencimento. É importante aplicar um sistema de rodízio, de tal forma que a primeira mercadoria a entrar seja a primeira a sair.
■Periodicamente (2 vezes ao ano), devem ser realizadas vistorias no depósito, para checar suas condições de segurança.

EMPILHAMENTO MÁXIMO
A seguir apresentamos sugestões sobre a altura máxima de empilhamento.

Atenção: Sempre verifique a informação de altura máxima de empilhamento escrito na embalagem, Ficha de Informação de Segurança de Produto (FISP) ou cheque direto com o fabricante. A altura máxima de empilhamento pode variar em função da qualidade e resistência do material utilizado na embalagem.

Marcadores: ,

Assinar
Postagens [Atom]